A informação nunca foi tão abundante, mas a compreensão parece cada vez mais escassa. As redes sociais aceleraram o discurso, os títulos encurtaram o pensamento e a indignação tornou-se um modelo de negócio.
Entre declarações fragmentadas, leituras apressadas e certezas instantâneas, os factos passaram a ser opcionais — quando não incómodos. A complexidade cedeu lugar à simplicidade agressiva; o contexto, ao soundbite; a dúvida, à convicção imediata.
Este espaço nasce dessa constatação. Não para disputar audiências, mas para recuperar método: ler, contextualizar, comparar, duvidar. Separar o essencial do acessório. Reconhecer limites.
Opinião não é grito. Análise não é militância. E factos não são acessórios.
O Estado dos Factos não promete neutralidade absoluta nem respostas fáceis. Promete apenas rigor, contexto e a recusa do ruído. Num tempo de excessos, isso já é uma escolha.
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